top of page
Festival Militum

MILITUM 2026

VIII FESTIVAL DE CINEMA DE HISTÓRIA MILITAR

Em sua oitava edição, no ano de 2026, o MILITUM - Festival de Cinema de História Militar recebeu a inscrição de 26 filmes, sendo 23 documentários, 01 ficção e 02 animações, provenientes de nove estados do Brasil (DF, ES, MG, PR, RJ, RR, SC, SE e SP) e abrangendo as cinco regiões nacionais, além de uma produção internacional oriunda da Itália (pelo segundo ano consecutivo), com um total de quase dez horas de material audiovisual. Interessante notar que duas obras têm as imagens inteiramente geradas por Inteligência Artificial (IA), enquanto ao menos outras três fazem uso moderado e pontual dessa nova e revolucionária tecnologia. Destacamos, com grande satisfação, que sete obras declararam terem sido produzidas especificamente para participarem do Festival Militum, um número recorde, reforçando nossa proposta de fazer produzir a memória nacional na cinematografia.

A quase totalidade dos filmes foi produzida entre 2025 e 2026, com exceção de uma obra realizada em 2013. O conjunto audiovisual trouxe temas como a FEB, a FAB e a Marinha do Brasil na Segunda Guerra Mundial (tema sempre predominante no Militum, com depoimentos de veteranos), o Programa AMX, a Guerra contra Aguirre, a história da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, a expedição de Pedro Teixeira na Amazônia setecentista, desdobramentos da Operação Acolhida, a construção e a missão do Navio-Veleiro Cisne Branco, a Revolução Constitucionalista de 1932 e a Revolução Tenentista de 1924 em São Paulo.

De todo esse valioso material, a Comissão Organizadora selecionou 20 obras para serem exibidas ao público durante os cinco dias do Festival, concorrendo às premiações concedidas pelo Júri Popular e pelo Júri Oficial, que entregarão aos melhores filmes das diversas categorias o troféu Apollo.

O Festival Militum foi idealizado e é dirigido pelo cineasta Daniel Mata Roque. O evento é organizado pela Pátria Filmes, em parceria com o Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB), a Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx) e a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM). Conta ainda com o apoio da Academia de História Militar Terrestre do Brasil - Seção Rio de Janeiro (AHIMTB-RIO), da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira - Direção Central (ANVFEB) e do Clube Militar.

PROGRAMAÇÃO

FILMES SELECIONADOS

1ª Esquadrilha de Ligação e Observação: uma história de coragem brasileira na Segunda Guerra Mundial (DOC – BRA – 26’ – 2025), de Bruno Guiguer
Conheça a fascinante história da 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO), uma parte essencial e frequentemente subestimada da trajetória militar brasileira na Segunda Guerra Mundial. Criada em 1944 como parte da Força Aérea Brasileira (FAB) destacada para operar na Itália, a 1ª ELO voou com as ágeis e versáteis aeronaves Piper L-4H "Grasshopper". Enfrentando condições adversas como topografias desafiadoras dos Apeninos e climas rigorosos da campanha italiana, os pilotos da 1ª ELO operavam sob constante risco, voando desarmados e em baixa altitude, vulneráveis ao fogo antiaéreo leve e de armas portáteis. Assista ao vídeo para explorar essa história inspiradora e não esqueça de se inscrever para mais conteúdos dedicados ao legado militar brasileiro.
 

A Cobra Fumou - Il Brasile e la Liberazione d'Italia (DOC – ITA – 24’ – 2026), de Giacomo Zaccaron e Viviano Pascucci
Este documentário nasce com a intenção de aprofundar um evento que nem sempre faz parte da narrativa mainstream. Os acontecimentos que envolvem a Força Expedicionária Brasileira representam, na relação entre Brasil e Itália, um vínculo profundo que testemunha a amizade entre essas duas nações, distantes entre si, mas com muitos pontos em comum. O encontro entre os Pracinhas da FEB e os civis do Appennino Tosco-Emiliano deu origem a muitos episódios de solidariedade e deu a ambos os povos a força para enfrentar uma guerra terrível como a Segunda Guerra Mundial. Os soldados brasileiros lembraram à população daquela que na época era conhecida como Linha Gótica que é possível manter a humanidade mesmo durante a violência de uma guerra.

 

Benedito Alves. A rua de um pracinha (DOC – BRA – 15’ – 2013), de Patrick Moysés
Benedito Alves nasceu em três corações no movimento das boiadas da perda de gado e do surgimento da ferrovia. A sua infância ele morava no bairro da Cotia. Onde vende leite na esquina de sua rua. A notícia da guerra chegou e ele logo foi convocado para servir a nossa pátria na segunda guerra mundial na Itália. Em meio ao colapso da guerra de não esqueceu de enviar cartas a sua família. Onde a maioria vieram censuradas. Cortando a datos locais por onde eles passavam para não dar pista para o inimigo. Sua sobrinha Isabel moradora de Três Corações ainda tem essas cartas em sua mão. O que ela dizia que o que mais como via era que ele mandava uma quantia mesmo estando na guerra para sua família. Ele se tornou um orgulho para nossa cidade onde hoje a rua principal mais famosa da cidade foi condecorada com o nome de Rua Cabo Benedito Alves.

 

Bullseye - o Programa AMX (DOC – BRA – 35’ – 2025), de João Paulo Moralez
Bullseye! - O Programa AMX é a websérie documental em quatro episódios idealizada e produzida pela Hunter Press sobre o bem-sucedido projeto binacional do caça-bombardeiro AMX. Softwares embarcados de última geração, sistemas de controle de voo assistidos por computador e sistemas de navegação, de ataque e de missão de altíssima precisão proporcionaram à Força Aérea Brasileira (FAB) um vetor com tecnologias e capacidades de ponta e disruptivas no cenário regional. Por outro lado, o programa impactou diretamente a transformação da indústria aeronáutica nacional, com conhecimentos e infraestrutura inéditos, possibilitando à Embraer, em uma década, tornar-se a terceira maior fabricante de aviões do planeta. Os benefícios dos conhecimentos adquiridos com o AMX reverberam até hoje em projetos como o KC-390 Millennium e os aviões de transporte comercial e executivos da Embraer.

 

Como nasce um Herói (DOC – BRA – 15’ – 2026), de Darlington Freitas
Em meio ao fogo cruzado da Guerra contra Aguirre, em 1864, o 2º Sargento Borges escreveu seu nome na história com um ato de coragem e liderança na Batalha do Forte Sebastopol. Este documentário resgata sua trajetória, revelando a força, o sacrifício e o legado de um homem que enfrentou a guerra em defesa do Brasil e se tornou um símbolo de bravura.

 

CPRJ: A testemunha das eras (DOC – BRA – 39’ – 2026), de Wallace Honorato
Em honra à comemoração do excelso aniversário de 180 anos da CPRJ, esse documentário aborda os desafios e grandes feitos que a Capitania realizou ao longo de quase 2 séculos.

 

Dos gramados à guerra! (DOC – BRA – 4’ – 2025), de Felipe Ramos
História de dois jogadores do Coritiba Foot ball Clube que foram convocados para integrar a FEB.
 

FEB: Luta, Honra e Desprezo (DOC – BRA – 99’ – 2025), de Victor Oliveira
Vivemos em um mundo de histórias não contadas, de heróis não valorizados e de uma cultura de depreciação dos nossos feitos. Ao longo deste documentário iremos explorar a participação do Brasil na Segunda Guerra por intermédio da Força Expedicionária Brasileira. No ano que se comemora 80 anos do fim da guerra, o Documentário FEB: Luta, Honra e Desprezo tem o objetivo de evidenciar o lado humano dos soldados que foram testemunhas oculares de um dos piores capítulos da história mundial. Com a participação de familiares dos Pracinhas Brasileiros, o filme retrata a volta dos militares para os braços de seus entes queridos, constatando a verdadeira realidade daqueles que arriscaram suas vidas em prol de um mundo livre do nazifascismo.

 

Fomos Heróis - Nossos pracinhas na Segunda Guerra Mundial (DOC – BRA – 36’ – 2024), de Lino Junior
A trama foi desenvolvida no estilo aventura de mochilão contando um pouco da história do Expedicionário Benedito de Oliveira e tendo um desenvolvimento com fechamento em Montese.

 

Heróis Portugueses do Brasil (DOC – BRA – 27’ – 2025), de Nicholas Vallone
Expedição e livro 1: “Pedro Teixeira o conquistador da Amazônia”. Responsável por expandir as fronteiras da Amazônia, em nome da coroa portuguesa. Viagem de subida do Amazonas em duas etapas, de Tabatinga a Manaus e, depois, de Manaus a Belém. Os expedicionários falaram aos estudantes sobre o trabalho fundamental de Pedro Teixeira na região ao expandir as fronteiras da Amazônia, em nome da coroa portuguesa, garantindo o território amazônico como conhecemos hoje.

 

José Osório de Oliveira Filho - memórias de um pracinha (DOC – BRA – 53’ – 2026), de Sabrina Campos da Cunha e Gustavo Bastos de Oliveira
O documentário resgata a fascinante trajetória de vida de José Osório de Oliveira Filho, veterano da Marinha do Brasil nascido em 1923. De uma infância simples no interior do Rio Grande do Norte à viagem de navio rumo à capital aos 16 anos, o documentário acompanha seus passos até o alistamento militar e a atuação decisiva durante a Segunda Guerra Mundial a bordo do encouraçado São Paulo. Em um depoimento emocionante e repleto de detalhes históricos, Sr. Osório relembra momentos marcantes de seus 25 anos de carreira naval: as patrulhas sob blackout no Nordeste, viagens internacionais pelo pós-guerra na Europa, o enfrentamento de um tempestuoso furacão, missões na Flotilha de Submarinos e incidentes limite no mar em que esteve frente a frente com o perigo. Mais do que um relato militar, a obra é um testemunho vivo de fé, resiliência e amor à pátria.

 

O Herói que eu chamei de pai (DOC – BRA – 30’ – 2026), de Mario Paiva
Há heróis que a história registra nos livros. Há outros que vivem na memória de quem os amou. Este documentário nasce do olhar de Hildinha, filha de Max Wolff Filho, um dos brasileiros que cruzou o Atlântico para lutar nas trincheiras da Segunda Guerra Mundial pela Força Expedicionária Brasileira. Mas antes de ser herói de guerra, Max era pai. E é dessa tensão — entre o homem que enfrentou batalhas e o Pai — que este filme é feito. Através de depoimentos, memórias e afeto, a narrativa reconstrói não apenas as façanhas de um soldado que deu a vida em solo europeu, mas a figura humana que existia por trás da farda: suas fragilidades, seu silêncio, seu amor. Hildinha guia o espectador por uma história que conheceu não pelos livros, mas pelas mãos do pai, pelo cheiro da casa, pelas histórias contadas. Max — O Guerreiro e o Pai é um retrato íntimo de um herói brasileiro — visto de perto, por quem mais o conheceu.

 

O pão nosso de cada dia (DOC – BRA – 4’ – 2019), de Edwaldo Costa
Uma crise pode arrancar de uma pessoa o país, a profissão, a rotina e a sensação de pertencimento. Mas não necessariamente lhe tira a capacidade de recomeçar. “Pão nosso de cada dia” conta a trajetória de Jesus Meza, um venezuelano que construiu uma carreira bem-sucedida na área da saúde na Venezuela, até que a crise em seu país o obrigou a atravessar a fronteira em busca de sobrevivência, segurança e dignidade. Ao chegar ao Brasil, encontrou na Operação Acolhida mais do que abrigo e assistência: encontrou a primeira mão estendida para reconstruir a própria vida. Acolhido em Boa Vista, Jesus precisou enfrentar a dor do deslocamento, a perda de referências e o desafio de aprender tudo de novo. Inicialmente, longe da família e da profissão que havia exercido na Venezuela, descobriu na panificação uma nova forma de trabalho, autonomia e pertencimento. O pão, antes alimento cotidiano, tornou-se símbolo de recomeço.

Operação Chiesa (FIC – BRA – 17’ – 2025), de Felipe Freitas
Itália. 1945. Um pelotão da Força Expedicionária Brasileira é enviado para a missão de ocupar um monte onde existe localizado uma igreja, que se tomada pelos alemães dará ao inimigo vista privilegiada da estrada por onde as tropas passarão na tentativa de adentrar Bologna. Após um violento embate, apenas dois homens do pelotão brasileiro sobrevivem, o soldado de 1ª classe Vicente e o médico de combate Gael. Mesmo contrariado e desacreditado, Vicente é encorajado por Gael a continuar a missão em honra aos homens que morreram no combate.

 

Os Segredos do Navio-Veleiro Cisne Branco: engenharia do século XIX na era do GPS (DOC – BRA – 23’ – 2026), de Gislene Bastos
O documentário "Os Segredos do Navio-Veleiro Cisne Branco: engenharia do século XIX na era do GPS" traz um resgate histórico ao apresentar imagens e depoimentos inéditos do projeto e das obras de construção do navio em estaleiro na Holanda. A obra explora como a engenharia naval concilia a silhueta clássica dos clippers, a dependência ancestral dos ventos e o esforço braçal da marinharia com a precisão milimétrica dos sistemas eletrônicos e de navegação por satélite no século XXI. E, ao revelar detalhes internos e curiosidades da rotina no U-20, reforça sua função de embaixada flutuante da Marinha do Brasil,

 

P-47 'D4': o caça rebelde do Senta a Púa (DOC – BRA – 12’ – 2025), de Bruno Guiguer
Prepare-se para conhecer uma das histórias mais fascinantes e pouco contadas da nossa FAB na Segunda Guerra Mundial! Neste vídeo, você vai conhecer o lendário e peculiar P-47 Thunderbolt do grande piloto Rui Moreira Lima, pertencente ao 1º Grupo de Aviação de Caça — o icônico "Senta a Púa". Descubra como essa máquina de guerra temperamental, com personalidade própria e sede insaciável de combustível, desafiou todas as expectativas e se tornou uma lenda ao salvar vidas e levar o inferno aos inimigos.

Revolução Constitucionalista (ANI – BRA – 2’ – 2026), de Felipe Raimundo da Silva
Vídeo conta o impacto da Revolução Constitucionalista de 32 na vida das pessoas tanto na vida cotidiana bem como no campo de batalha.

 

Revolução de 1924 (ANI – BRA – 2’ – 2026), de Felipe Raimundo da Silva 
Conta a deflagração da revolução esquecida de 1924 em São Paulo.
 

Senta a Púa: a história do 1º Grupo de Aviação de Caça Brasileiro na Segunda Guerra Mundial (DOC – BRA – 34’ – 2025), de Bruno Guiguer
Neste vídeo, homenageamos os heróis dos céus pertencentes ao 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira. Conhecido pelo seu grito de guerra "Senta a Púa!", o Esquadrão 'Jambock' fez história ao lutar na Itália durante a Segunda Guerra Mundial, de 1944 até o final do conflito na Europa em maio de 1945. Neste vídeo, vamos contar essa trajetória heroica!

 

Vital: Memórias que não naufragaram (DOC – BRA – 15’ – 2025), de João Thiago Stilben
O documentário destaca a participação da Marinha do Brasil na Segunda Guerra Mundial, à luz da descoberta do Navio Auxiliar "Vital de Oliveira" e das memórias de um sobrevivente do seu naufrágio.
​​​​​

​​​​​​​​​JÚRI OFICIAL

Andrés Von Dessauer, curador, crítico de cinema e experiente jurado em festivais de cinema


Claudio Calaza, Coronel da FAB, docente da disciplina de História Militar da Academia da Força Aérea


Denise G. Porto, Doutora em História, secretária do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro


Edgley de Paula, Major do EB, Doutor em História Contemporânea, Ass. de Patrimônio Histórico e Cultura da CHEC do Min. Defesa
 

Erick Tomaz, farmacêutico no Hospital Souza Aguiar, pesquisador de história da guerra, 1º secretário do Conselho da ANVFEB-DC


Fabiano Vitorino, Capitão de Mar e Guerra da MB, Ass. de Patrimônio Histórico e Cultura da CHEC do Min. Defesa


Fábio Pereira, Coronel do EB, Doutor em História, Chefe da Cadeira de História Militar da AMAN


Guilherme Suman, cineasta, ator, Mestre em Literatura, premiado com dois troféus Apollo no Festival Militum 2025


Luís Gabriel, engenheiro, administrador do Portal Sentando a Pua!, membro do Conselho da ANVFEB-DC


Márcio Albuquerque, historiador, reencenador, Mestre em História Social, 2º secretário do Conselho da ANVFEB-DC


Márcio Pinho, Tenente-Coronel do EB, Doutor em História, professor de História Militar e Assessor Cultural da AMAN


Paula Mariane, fotógrafa, jornalista e escritora


Pedro Ernesto Rampazo, 2° Tenente da FAB, professor de História Militar Brasileira na AFA, associado do IGHMB


Renate Portocarrero, Mestre em História, 2ª vice-presidente da ANVFEB-DC


Vinícius Moraes, internacionalista, historiador, reencenador, membro do Conselho da ANVFEB-DC

Convite e Programa - Festival Militum 2026.jpg
bottom of page